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Laerte Cordeiro Consultoria em Recursos Humanos
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Março, 2013

Laerte Leite Cordeiro (*)

RH EM NOVA VERSÃO

A mudança é a característica de nossos tempos. Como tudo muda a função de Recursos Humanos nas organizações também vem sofrendo mudanças de título e conteúdo nas últimas décadas.

Do velho Guarda-Livros da história para o simpático Gerubal Paschoal o “homem do Pessoal”, para o Gerente de Relações Industriais, para o Gerente/Diretor de Recursos Humanos, para o atual Diretor de Capital Humano ou Equivalente, os títulos para a função vem mudando e o processo continua.

Das páginas do “Livro de Ver as Contas”, onde cada empregado tinha a sua conta, para o “perfeito conhecedor da legislação trabalhista e previdenciária”, para as técnicas importadas pelas multinacionais no Brasil, para uma preocupação mais estratégica e atual com a gestão de pessoas. Tudo isso já passou pela história de nossas empresas.

Se a Folha de Pagamento era a base de tudo lá no passado, a legislação trabalhista comandou as políticas e a gestão de pessoas durante muito tempo. Termos como Avaliação de Cargos, Testes Psicológicos, Avaliação de Desempenho e Desenvolvimento Organizacional foram exemplos das técnicas importadas e ainda hoje falamos de Outplacement, Assessment, Coaching e Search, exemplos de atividades de Recursos Humanos que também vieram de fora, como quase tudo.

Mas se o passado pode ser acompanhado com facilidade, não é tão simples antecipar novas mudanças e imaginar o que o futuro vai trazer.

Parece evidente que é preciso, mais e mais, que o profissional de RH se integre na atividade-fim de sua organização. Não se concebe mais o RH apenas voltado para as maravilhas técnicas do conteúdo de sua função, esquecendo-se que seu lugar só existe porque, como todos os demais orgãos, também ao seu incumbe contribuir para que os objetivos estratégicos e táticos operacionais sejam alcançados.

Certamente também não se pode imaginar um RH sem uma visão estratégica que o alinhe aos objetivos gerais e à missão de sua organização. Mas também não se pode pensar num RH exclusivamente voltado para estratégias e que não acompanhe muito de perto os resultados práticos da gestão operacional de sua função.

Por outro lado, parece que a função de RH como acontece em muitas grandes empresas vive um conflito interno funcional: de um lado é preciso pensar nas pessoas como seres humanos quando se fala de Recursos Humanos; de outro , é preciso pensar nas pessoas em sua condição de unidades legais, contábeis e tributárias, também chamadas de Recursos Humanos. Tal situação parece sugerir que, no futuro – como aqui e acolá já está acontecendo – que a função de RH se divida em duas partes: registro e controle, salários, benefícios, relações trabalhistas e afins ficariam com o Controller/Gerente Administrativo Financeiro; Planejamento,Recrutamento e Seleção, Treinamento e Desenvolvimento, Endomarketing e Pesquisas de Pessoas, entre outras, seriam mantidas em Recursos Humanos. Acolhida esta sugestão certamente haverá momentos de overlapping ou de lacunas iniciais, mas que a prática resolveria facilmente.

Talvez uma das razões que permitem se acreditar que isso vai acontecer formalmente em breve é o fato de um largo número de profissionais da Área de Ciências Sociais e Humanas estar paulatinamente assumindo a Diretoria de Recursos Humanos de grandes empresas. São profissionais de Psicologia, Pedagogia, Administração, Sociologia e outras, que mais e mais vão sendo aproveitados nessa importante função das organizações. Do outro lado, as funções mais financeiras, legais e burocráticas de Recursos Humanos, vão ficando mais para os Economistas, Advogados e Contadores. Vale lembrar que nas pequenas empresas o “velho” Escritório de Contabilidade é quem cuida, historicamente, de tais atividades.

Muitas mudanças mais já se anunciam, no caminho funcional da Área e do Profissional de Recursos Humanos. Ocorre que antes de assumir as novas funções e áreas de atuação que vem por aí, Recursos Humanos deverá decidir, de vez, qual é a sua missão e o seu papel nas organizações. Às vezes tem-se a sensação de que alguns problemas atuais decorrem da falta de uma definição mais clara dos objetivos e funções reais que RH deva cumprir e realizar. Parece que realmente, para o futuro, RH precisa de uma nova versão.

(*) Laerte Leite Cordeiro é Professor e Consultor em Recursos Humanos e Presidente da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos em São Paulo. Março, 2013.
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