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Laerte Cordeiro Consultoria em Recursos Humanos
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Fevereiro, 2010

Laerte Leite Cordeiro (*)

O EXECUTIVO NA ERA DA COMPETITIVIDADE

Competitividade é a característica ou capacidade de qualquer organização em lograr cumprir a sua missão, com mais êxito que outras organizações competidoras. Baseia-se na capacidade de satisfazer as necessidades e expectativas dos clientes aos quais serve, no seu mercado objetivo, de acordo com a sua missão específica, para a qual foi criada. No contexto da economia de mercado, a competitividade empresarial significa ter uma rentabilidade igual ou superior à das rivais de mercado (Wikipédia,2010).

Hoje em dia ser competitiva é essencial para qualquer empresa que pretenda assegurar sua sobrevivência e desenvolvimento. Não há, praticamente, mais nenhum ramo de atividade empresarial sem competição. O que se encontra, em alguns casos, fora do monopólio estatal, são empresas dominadoras dos seus segmentos, mas que ainda assim enfrentam a concorrência internacional.

À luz desse conceito as empresas se estruturam, definem suas estratégias, reúnem recursos e metodologia de trabalho e administram os seus fatores produtivos. Tudo para disputar e, mais do que isso, para serem competitivas e ganhar a batalha com suas competidoras ou, no mínimo, participar da liderança do mercado.

Por isso a busca de fatores de diferenciação que garantam competitividade e eventualmente a vitória de mercado sobre os concorrentes é contínua e intensa em todas as empresas. Não há mais, atualmente uma “Zona de Conforto” para nenhuma empresa. Se ficar para trás morre, se parar fica para trás e a saída é procurar andar para a frente a todo custo, competir e ganhar.

Essa diferenciação permanentemente buscada pode ser na inovação, no design, na capacidade produtiva, na disponibilidade de recursos básicos, na tecnologia e nos sistemas, na competência financeira, no marketing inteligente e na eficiência das vendas e, fundamentalmente, na competência gerencial.

Embora importante contar com um conjunto de fatores materiais e tecnológicos que permitam competir com sucesso, é relevante observar que o que gera a capacidade de disputar é, em verdade, a qualidade e a motivação das pessoas para ajudar a empresa a ganhar sua guerra.

Daí que Liderança é o nome do jogo. Sem uma liderança forte que leve o time a disputar bem e querer ganhar, nenhuma empresa vai sair vitoriosa de sua competição e pode ficar para trás, sem futuro.

Cada executivo que responde por resultados em qualquer área da empresa, que administra um orçamento e que comanda uma equipe é, por isso mesmo, um general a comandar sua legião na batalha campal do mercado. Ao executivo de topo se pede que seja, em sua empresa, o grande líder que comanda estrategicamente os seus recursos para as vitórias pretendidas, mais do que o sargento que lidera na trincheira do mercado.

A competição empresarial é um jogo pesado em que se joga limpo, mas num campo pesado, e que demanda muita raça e muita competência para se sair vitorioso. Mas é também uma batalha sem tréguas que pode levar ao desastre ou a glória, na qual mesmo os vencedores podem sair machucados.

O Executivo nesta Era de Competitividade tem que aprender que não pode se deixar apanhar despreparado e que é preciso estar sempre alerta e em forma para ganhar ou ajudar a ganhar o jogo. E o jogo, hoje em dia, se ganha com competência, experiência, intensa aplicação pessoal ao trabalho, network e capacidade para liderar pessoas.

Mas o Mundo hoje só aplaude vencedores e talvez o Barão de Coubertin devesse mudar sua frase célebre para “ importa competir ...e ganhar” e fizesse mais eco, uma vez que o que importa mesmo para as empresas atualmente é ganhar, chegar à frente e assumir os lugares dos adversários do ranking empresarial, até por uma questão de sobrevivência.

Nessas condições, a palavra mágica que deve refrear exageros de conduta empresarial nesse contexto de competitividade é a Ética, conceito muitas vezes esquecido e não praticado, mas que deve ser continuamente lembrado, colorindo as ações de executivos e empresas.

A conclusão dessa breve análise das situações que envolvem a chamada “Era da Competitividade” é a de que este período é difícil, tensional e cansativo, mas ao mesmo tempo emocionante, criativo e contributivo, colocando num turbilhão profissional executivos e empresas que possam pretender sobreviver e crescer. Maior a competitividade, maior a necessidade de inovar, diferenciar e criar, dentro de um modelo ético mas de busca constante da vitória.

(*) Prof. Laerte Leite Cordeiro Mestre em Administração e Especialista em Carreiras Executivas. Diretor Geral da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos.São Paulo, Fevereiro, 2010.
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