Excelência é o termo da moda.
Aplica-se a tudo e a todos. É o grande objetivo das pessoas, dos profissionais, das empresas, das universidades e dos Governos. A mediocridade não basta mais para ninguém e a Excelência é a meta geral, que dá lastro aos processos de crescimento e desenvolvimento sustentável de pessoas e de Sociedades.
A Wikipédia nos ajuda mais uma vez, definindo Excelência como “o estado de ser bom no mais alto grau”. “No mais alto grau” significando que apenas ser “bom” não é mais suficiente e que o que se recomenda e busca, atualmente, é superar antigos e moderados limites caminhando para, em tudo, alcançar a Excelência.
Implícita no conceito de Excelência está a transição contínua: é preciso ser mais do que “só bom” num momento, especialmente num mundo em que as mudanças ocorrem com incrível velocidade, as expectativas se avolumam e espera-se que as dificuldades que vão se apresentando possam ser superadas por atuação e desempenho superiores. O que era suficiente ontem, não bastará hoje e estará superado amanhã.
Nas empresas, o padrão planetário exige excelência em tudo e de todos. Há que se competir e vencer para que a organização sobreviva na sua disputa diária contra concorrentes locais e internacionais. E a demanda é por excelência em todas as frentes, onde quer que seja preciso disputar e vencer.
Excelência no Marketing e nas Vendas, na Produção Industrial, nas Finanças e no Controle, no uso da Tecnologia e, muito especialmente, na Administração de Pessoas, área que vem, nos últimos anos, recebendo a atenção prioritária dos dirigentes empresariais mais atualizados e conscientes.
Certamente a excelência na Administração de Pessoas não se realiza apenas através do bom cumprimento das rotinas burocráticas e das obrigações trabalhistas e previdenciárias pelo “velho” Departamento de Pessoal. Pode-se até mesmo alcançar grande eficiência na gestão operacional dos subsistemas de Recursos Humanos mais atuais e ainda assim não se alcançar excelência na administração de pessoas.
Por que? Porque o conceito de Administração de Pessoas deve significar, hoje em dia, mais do que a obediência legal e/ou a boa operação de técnicas e sistemas e, sim, uma filosofia empresarial que prioritariamente coloca as pessoas que trabalham como merecedoras de respeito e atenção pela sua condição essencial de seres humanos. E porque são as pessoas que vendem, fabricam e administram as empresas, sendo, afinal, as grandes responsáveis pelo sucesso ou fracasso das organizações.
Não basta, pois, às organizações modernas, suprir, desenvolver e manter um contingente de recursos humanos capaz de tocar o negócio de forma adequada. Na excelente Administração de Pessoas é preciso buscar a motivação, o engajamento e a contribuição presente e futura, aquele “algo mais” que faz a diferença entre as empresas e do que Mayo, Maslow e McGregor
já nos falavam nas décadas de 30 e 40, em suas pesquisas e escritos.
Importante, finalmente, para todas as organizações, é que os seus líderes tenham uma visão estratégica da Administração de Pessoas, entendendo que mais do que a eficiência de Taylor e os objetivos de Reddin, os caminhos da Excelência tem a ver com respeitar e motivar as pessoas, dando-lhes lugar de destaque na caracterização da missão empresarial.
Daí que o Administrador de Pessoas, atualizado e moderno, mais do que o velho Jerubal Paschoal (O Homem do Pessoal) ou que o Gestor Operacional de Recursos Humanos atual, tem que ser um profissional prioritariamente voltado para os seres humanos que dão sua contribuição à organização, lembrando-se de que eles não são apenas peças frias num tabuleiro, mas sim o elemento chave para o sucesso da empresa. Gente motivada, qualificada, participante e bem liderada é que faz a diferença e o sucesso!
(*) Prof. Laerte Leite
Cordeiro. Coach Sênior e Especialista em Administração Estratégica de Pessoas. Diretor Geral da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos. São Paulo,
Junho/2010.
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